Monday, February 13, 2006

Agora, o fim em si

Acabou a pausa, acabou o blog... por enquanto ele vai ficar no ar, mas não é por muito tempo.

Tenho um novo reino... atenção à descrição... tá tudo lá.


http://www.textoecontexto.myblog.com.br

"Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinto enquanto dure"
Obrigado, Vinícius!

Thank you all. See you.

Sunday, December 11, 2005

A pausa em si... (it came true)


Pessoal, estou fazendo oficialmente uma pausa que espero ser de mil compassos. Um dia volto a publicar, não estou parando de escrever, apenas não estou maduro o suficiente para algumas coisas. Quem está acostumado a ler o blog e seus comentários já viu o que tem acontecido nos últimos tempos... vamos expor então os motivos dessa pausa por um dos comentários mais exatos (ou não) dos últimos dias:

"É meio complicada essa sua postura. Como pode alguém publicar sua vida privada e temer comentários de anônimos? A partir do momento em que vc publicou algo deixa de ter controle sobre esse algo. As pessoas acabam se apossando delas das maneiras mais diversas."

Ponto 1 (olha o traço da oralidade na linguagem escrita): Estou aqui para publicar textos que deveriam ser "textos, provas e desmentidos ou no mínimo memórias, crônicas e declarações de amor" (1ª postagem), não para falar sobre mim ou para ter minhas posturas julgadas, seja o julgamento correto ou não, feito por amigo ou mero desconhecido. Não era esse o propósito.
Ponto 2: Não pretendia publicar sobre mim, apenas achei que os comentários mereciam ser respondidos até mesmo por uma questão de respeito a quem visitou o blog, ou ainda uma forma de agradecimento.
Ponto 3: Nesse reino eu tenho nome, corpo, rosto, vontades e aquilo que ousamos insistir na sua existência real, a famigerada privacidade. Não apenas eu, mas aqueles que visitam meu reino também têm tudo isso... todos para mim são pessoas e não portadores de comentários. Não temo os comentários de anônimos, mas isso não soaria bem entre amigos... assim, comentários bons e ruins são aceitos, em especial quando se tornam argumentações fundamentadas com alguém que conhecemos... Mas por que dificilmente alguém comenta o texto?????? Para que comentar sobre o autor?
Ponto 4: Concordo que quando publicamos um texto, o controle sobre ele desaparece. Quando alguém comenta um texto, um novo olhar sobre ele é lançado... quem sabe ele não cresça a partir daí?... ele também pode evoluir com o tempo e eventualmente o faz (ou o sofre, pra ser mais exato). Mas em momento algum devemos perder o controle de situação sobre nós mesmos. Sou reservado e muito. Quando o assunto é pessoal, só entra quem tem a senha... e não pense que por ser meu amigo alguém tem todas as senhas para todas as partes. Tudo deve passar pelo crivo do discernimento, da coerência, da pertinência e do bom-senso.
Ponto 5: Voltemos ao ponto da maturidade. EU NÃO QUERO QUE NINGUÉM SE APOSSE DE NADA QUE DIGA RESPEITO A MIM (não pense que por estar escrito em maiúsculas eu estou gritando em linguagem internética... é apenas um recurso enfático). Tomem posse dos meus textos, usem todos eles e, por obséquio, citem a fonte. Mas não pensem que tomar posse da criatura é tomar posse também de quem a criou. Há uma diferença gigantesca. Não é porque você, leitor, sabe algo de mim, mesmo que de forma involuntária, que recebeu por direito uma parte de mim como espólio ou então uma cadeira no "Conselho Consultivo dessa Empresa". Como qualquer pessoa normal, tenho bons e maus dias, tenho filtros culturais, sociais e pessoais e, por conseqüência, vejo o mundo com os meus olhos - embora às vezes faça um esforço tremendo para ver com os olhos dos outros. O que nos distingue de outros animais, além de nossa alma, é nossa individualidade e disso eu não abro mão. Não acho que esteja sendo excessivamente recluso, apenas prezo pela dita individualidade.

Aí estão minhas razões. Justas ou não, são essas, são minhas. São elas que regem hoje meu comportamento. Quanto duram mil compassos? Não sei ainda... descobrirei. Ou cresço a ponto de não me importar com interferências alheias, ou aprendo a clicar naquele botão que impede os comentários no blog e perco muito daquilo que é bom e que vem com esses comentários.
Àqueles que acham que a individualidade não é importante, posso afirmar que ela nos dá uma forte idéia de quem somos e do que queremos... quando perdemos isso, perdemos o rumo... como resistir sem rumo? Perdoem-me a falha, mas foi um dos clássicos que disse que "para quem não sabe pra que porto vai, nenhum vento lhe é favorável".

W.

Wednesday, December 07, 2005

Perdão.

Amados, peço a vocês hoje algo quase impossível. Este post não tem a intenção de receber comentários. A letra abaixo tem destino exato, enquanto meu id a canta para meu ego. A todos, peço perdão, em especial àqueles de quem mereço recebê-lo.


Insensível
Titãs

Até parece loucura
Não sei explicar
É a verdade mais pura
Eu não consigo amar
Meu bem, me desculpe
Nao quis te ferir
Mas dizer a verdade
É melhor que mentir
Insensível, insensível, você diz
Impossível fazer você feliz
Insensivel, insensivel, você diz
Impossível fazer você feliz
Às vezes você esquece
O que eu finjo esquecer
Mas pra mim é difícil
Não consigo entender
Entre outras pessoas é tão natural
Por que será que comigo
Não pode ser igual
Não fui eu,
Não foi você quem escolheu
Viver neste mundo tão frio
Às vezes você esquece
O que eu finjo esquecer

Friday, December 02, 2005



Sem título nem conclusão
por Wellington Campos - 10/11/2005

O que querer? O que buscar? Tudo aquilo em que se acreditava pode perder o sentido... Dedicação, suor, trabalho, afinco. Os dias transcorrem e os quadros são os mesmos. Se o dia é cinza, é o mesmo cinza de todos os nublados; quando azul, pálido e frio como qualquer outro. A espera parece não ter fim, talvez não tenha mesmo. Um dia, mais um, um ano, outro, e outro e eles se seguem.
O que pensar quando aquilo que se procura parece se esconder cada vez mais? Os meios foram ineficazes ou os fins não eram os exatamente fins? Quem sabe os meios não foram vistos como fins em si? Confesso, diante de tudo isso o chão parece sumir. Não há referenciais quando aquilo que parecia ser tão imediato e até óbvio vai se tornando lento, árduo, oneroso, sofrido, duvidoso, aflitivo.
A que podemos atribuir tudo isso? Acaso? Seria fácil demais admitir. Vontade Divina? Ainda creio em vida em abundância. Fatalismo sociológico? Sou a prova viva de que ele pode furar. Voltamos à estaca zero... sem argumentos. Seria fácil também aceitar que tudo que vemos está sob o nosso prisma, nossos filtros nos fazem receptores parciais... mesmo assim, o que haveria de explicado? Realmente não há argumentos contra fatos.
Perdoe-me assumir, leitor, detesto mistérios. Ou pelo menos aqueles que demoram demais ter seu final revelado. Eu, dentre outras personas homem da ciência, tenho métodos, observo fatos, elaboro hipóteses, crio experimentos, sigo uma lógica silogística (posso mesmo usar esse termo?)... das premissas à conclusão. Mas não vivo premissas, são fatos, são vontades, frustrações, anseios, decepções, alegrias, tudo aquilo que costumamos juntar no pacote chamado vida. Não posso ser matemático aqui... fogem as conclusões. Também não quero cair em falácias, os argumentos são meus pilares. Eu poderia ser um pouquinho que fosse mais simplório, ou pelo menos não buscar as causas últimas. Mas é contra minha natureza. Ouso dizer absurdamente contra minha natureza. Nasci investigativo, foi alimentado assim, cresci assim e hoje talvez esteja me envenenando com meu próprio alimento.
Fico assim sem uma conclusão. Na questão. No texto. Na busca. Na observação. Em estado de espera, não em inércia. Em inquietude típica, incômodo que já faz parte. Pra quem tem os ouvidos da música, como aquele lá maior que se espera ouvir, precedido pelo mi com sétima... mas é apenas esse mi que fica... a preparação perdura... mais um compasso...

Wednesday, November 23, 2005

Listen to me now. No more words.

U2 - Sometimes You Can't Make It On Your Own
by Bono


Tough, you think you’ve got the stuff
You’re telling me and anyone
You’re hard enough
You don’t have to put up a fight
You don’t have to always be right
Let me take some of the punches
For you tonight

Listen to me now
I need to let you know
You don’t have to go it alone
And it’s you when I look in the mirror
And it’s you when I don’t pick up the phone
Sometimes you can’t make it on your own

We fight all the time
You and I… that’s alright
We’re the same soul
I don’t need… I don’t need to hear you say
That if we weren’t so alike
You’d like me a whole lot more

Listen to me now
I need to let you know
You don’t have to go it alone
And it’s you when I look in the mirror
And it’s you when I don’t pick up the phone
Sometimes you can’t make it on your own

I know that we don’t talk
I’m sick of it all
Can - you - hear - me – when – I -
Sing, you’re the reason I sing
You’re the reason why the opera is in me…
Where are we now?
I’ve got to let you know
A house still doesn’t make a home
Don’t leave me here alone...


And it’s you when I look in the mirror
And it’s you that makes it hard to let go
Sometimes you can’t make it on your own
Sometimes you can’t make it
The best you can do is to fake it
Sometimes you can’t make it on your own

Sunday, November 20, 2005

Valei-me, Garcia.



Acho que vou parar de escrever... tá difícil... não de escrever exatamente, mas de ser compreendido. Ainda mais depois dos posts sobre o casório...
Tudo bem que o primeiro tenha soado bem melancólico, mas só foi uma explicitação de algo que eu já tinha dito à minha irmã há uns 8 anos. Quem leu "À número 1" viu... nada mais que um comentário a uma tradução, que tinha referências pessoais, obviamente.
Depois foi o "E se isso for algum defeito"... putz, altos comentários. Sem inspiração pra fazer um texto legal, comentei a discussão que estabeleceram sobre mim... eu mesmo não pensei se vai rolar choro ou não no casamento... afinal, nada mais natural... em todos as cerimônias vi irmãos chorando. Leia bem: estabeleceram, não é estabeleci. Ou seja, nada de melancólico da minha parte.
Por fim o "O que se pode fazer em 60 dias?"... talvez o mais injustiçado, coitado do meu texto. Nada além de lirismo e esse causou mais reações... Tudo bem, até o Drummond foi mal interpretado (lembram do episódio do vestibular com o texto dele, e que o próprio discordava da interpretação? esse mesmo)... quem sou eu pra não ser... se ele, poeta por excelência e dom indiscutível foi "misunderstood", que se dirá de mim... um cara que escreve por insistência?
Vamos lá: na primeira parte "esperar"... nenhuma das esperas citadas era numericamente pequena, só números gigantescos para aquilo a que se comparam... ou seja, longos períodos de tempo. Se o tempo está tão distendido assim, segundo a primeira parte, é o suficiente para distâncias no mínimo inusitadas, mas que se constroem no tempo. Nada de angustiante. Pô, do Rio a Brasília a pé?!!!! É com paciência, vendo um caminho ser percorrido quilômetro a quilômetro... perseverar para chegar, saca?
E o fim, então? Contemplação e angústia (foi esse um dos termos que ouvi) não combinam... se eu dissesse "espera", tudo bem. Sabemos- e eu não escondo mais - que detesto ter que esperar. Mas contemplar é diferente. É ver a plenitude daquilo que o tempo faz passar, dos poentes e nascentes que, para mim, são espetáculos incomparáveis da natureza, em especial na Pedra do Arpoador, do céu estrelado que temos na primavera e no verão do Rio, mas que a poluição nos impede de ver melhor, ou só daquilo tudo que pode acontecer em dois meses e que é apenas a finalização de algo muito anterior.
Melhorou?
Todos sabem que detesto me expor e que meu reino é antes de tudo um exercício... mas acho que devo ser explícito. POVO DE DEUS, EU ESTOU MUITO BEM COM O CASAMENTO DA RENATA!!! Por sinal é uma das poucas coisas que têm dado certo nesses últimos dias. Tem sido muito bom poder participar com ela dos detalhes. ISSO TEM ME FEITO MAIS FELIZ E NÃO ANGUSTIADO, TRISTE, MELANCÓLICO OU QUALQUER COISA DESSE TIPO. Agradeço imensamente a todos os que ainda se preocupam comigo, é puro sinal de carinho, eu sei, por isso tá aqui um post só para tranqülizá-los. Mas eu não estou triste com isso. É óbvio que eu vou sentir falta quando a Renata for morar a mais de 30km daqui, mas... convenhamos... saudade é algo saudável e que eu aprendi a manejar bem, talvez muito bem.
Espero que eu seja, pelo menos nesse texto, um pouco mais claro... quanto mais científico ou descritivo o texto, mais fácil pra um engenheiro.
Thank you all.
Ah, e como não pode deixar de ter uma imagem, fica não a do Drummond - que sempre foi um gênio - mas daquele que tem me feito querer ler sempre mais e até escrever, Gabriel Garcia Márquez - o que a Colômbia tem de mais precioso.
p.s.: Preciso de dormir agora, tô há quase uma hora nessa
brincadeira séria. São 6:23 da manhã.

Monday, November 14, 2005

O que se pode fazer em 60 dias?



Tempo suficiente para esperar.
Esperar o coração bater aproximadamente 10.368.000 vezes, sem contar taquicardias previsíveis.
Esperar a luz no vácuo percorrer um quatrilhão e seiscentos trilhões de quilômetros.
Esperar um pássaro-cuco aparecer na janelinha 9.360 vezes.
Tempo para percorrer.
Percorrer, sem intervalo, 240 vezes a distância entre o Rio e São Paulo (isso de ônibus pela Dutra, de avião seriam mais ou menos 2.468 vezes).
Percorrer 10.800 vezes a distância entre a Terra e sua estrela mais próxima (e fonte de calor)- ah, obviamente considerando a viagem na velocidade da luz que é pra não...demorar muito.
Percorrer ainda 3 idas e voltas (à pé!) da Cidade Maravilhosa à Capital Federal.
Tempo para contemplar.
Contemplar 60 nascentes e 60 poentes, de preferência da Pedra do Arpoador.
Contemplar mais ou menos 600 horas de céu estrelado de primavera/verão, quando não aprecerem as suas chuvas características ou fora da previsão.
Ou apenas contemplar a passagem de 1.440 horas ou 86.400 minutos ou ainda 5.184.000 segundos.
Tempo para ver tomar forma um sonho construído em outros mais de cem meses.

My litlle sister, luv y'a.
Hope you can put up with all the things
in this short period of your life.
You know you can always count on me.