Acho que vou parar de escrever... tá difícil... não de escrever exatamente, mas de ser compreendido. Ainda mais depois dos posts sobre o casório...
Tudo bem que o primeiro tenha soado bem melancólico, mas só foi uma explicitação de algo que eu já tinha dito à minha irmã há uns 8 anos. Quem leu "À número 1" viu... nada mais que um comentário a uma tradução, que tinha referências pessoais, obviamente.
Depois foi o "E se isso for algum defeito"... putz, altos comentários. Sem inspiração pra fazer um texto legal, comentei a discussão que estabeleceram sobre mim... eu mesmo não pensei se vai rolar choro ou não no casamento... afinal, nada mais natural... em todos as cerimônias vi irmãos chorando. Leia bem: estabeleceram, não é estabeleci. Ou seja, nada de melancólico da minha parte.
Por fim o "O que se pode fazer em 60 dias?"... talvez o mais injustiçado, coitado do meu texto. Nada além de lirismo e esse causou mais reações... Tudo bem, até o Drummond foi mal interpretado (lembram do episódio do vestibular com o texto dele, e que o próprio discordava da interpretação? esse mesmo)... quem sou eu pra não ser... se ele, poeta por excelência e dom indiscutível foi "misunderstood", que se dirá de mim... um cara que escreve por insistência?
Vamos lá: na primeira parte "esperar"... nenhuma das esperas citadas era numericamente pequena, só números gigantescos para aquilo a que se comparam... ou seja, longos períodos de tempo. Se o tempo está tão distendido assim, segundo a primeira parte, é o suficiente para distâncias no mínimo inusitadas, mas que se constroem no tempo. Nada de angustiante. Pô, do Rio a Brasília a pé?!!!! É com paciência, vendo um caminho ser percorrido quilômetro a quilômetro... perseverar para chegar, saca?
E o fim, então? Contemplação e angústia (foi esse um dos termos que ouvi) não combinam... se eu dissesse "espera", tudo bem. Sabemos- e eu não escondo mais - que detesto ter que esperar. Mas contemplar é diferente. É ver a plenitude daquilo que o tempo faz passar, dos poentes e nascentes que, para mim, são espetáculos incomparáveis da natureza, em especial na Pedra do Arpoador, do céu estrelado que temos na primavera e no verão do Rio, mas que a poluição nos impede de ver melhor, ou só daquilo tudo que pode acontecer em dois meses e que é apenas a finalização de algo muito anterior.
Melhorou?
Todos sabem que detesto me expor e que meu reino é antes de tudo um exercício... mas acho que devo ser explícito. POVO DE DEUS, EU ESTOU MUITO BEM COM O CASAMENTO DA RENATA!!! Por sinal é uma das poucas coisas que têm dado certo nesses últimos dias. Tem sido muito bom poder participar com ela dos detalhes. ISSO TEM ME FEITO MAIS FELIZ E NÃO ANGUSTIADO, TRISTE, MELANCÓLICO OU QUALQUER COISA DESSE TIPO. Agradeço imensamente a todos os que ainda se preocupam comigo, é puro sinal de carinho, eu sei, por isso tá aqui um post só para tranqülizá-los. Mas eu não estou triste com isso. É óbvio que eu vou sentir falta quando a Renata for morar a mais de 30km daqui, mas... convenhamos... saudade é algo saudável e que eu aprendi a manejar bem, talvez muito bem.
Espero que eu seja, pelo menos nesse texto, um pouco mais claro... quanto mais científico ou descritivo o texto, mais fácil pra um engenheiro.
Thank you all.
Ah, e como não pode deixar de ter uma imagem, fica não a do Drummond - que sempre foi um gênio - mas daquele que tem me feito querer ler sempre mais e até escrever, Gabriel Garcia Márquez - o que a Colômbia tem de mais precioso.
p.s.: Preciso de dormir agora, tô há quase uma hora nessa
brincadeira séria. São 6:23 da manhã.
